(...) Não tínhamos fotografia alguma ou alguma canção favorita. Não planejamos nada além de sermos livres, e fomos.
Não construímos nada, nem ouvíamos as poesias cantadas pela lua. Sequer acreditamos que um dia ficaríamos juntos.
Não sorrimos quando nos beijamos pela última vez e nem choramos. Não sentimos tristeza ao virar as costas, pois sabíamos, era sempre o melhor a fazer.
Nada acabou, porque nada começou entre nós.
Os laços que demos um ao outro se faziam nós a cada falta de uma digna despedida.
E quanto às lembranças...bom, esse era o jeito de recordar do seu sorriso do mesmo modo que as pessoas fazem hoje com a fotografia. As minhas o tempo rasgou.
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quarta-feira, 23 de março de 2016
Ele é piadista que me faz rir mesmo enquanto choro.
É psicólogo quando preciso desabafar.
Amigo para aconselhar.
Amante para me dar prazer.
Amor que me faz sentir, mesmo quando já não acreditava possível.
Impossibilidade no meio do caos.
Humano o suficiente para errar.
Homem para se redimir.
Humilde em perdoar.
Amor que não penso em perder, até quando Deus me recolher.
Ele é a rosa que vale o sacrifício do espinho.
E a sua voz é capaz de me fazer feliz.
Ele é a companhia nos dias de chuva.
E nos de sol, e também nos dias nublados.
Ele é a doçura do meu mundo amargo.
E o tempero dos meus dias sem sal.
Amor que sempre esperei.
O amor e a satisfação
Hoje li em uma lista qualquer na internet, uma das vantagens de estar solteira : não ter que dar satisfações.
Confesso que dentre dez itens, esse me chamou mais a atenção pelo fato da maioria das pessoas acharem ruim conversarem sobre sua rotina com a outra.
Um relacionamento bem sucedido é feito de diálogo. Conversar com o outro te dá a oportunidade de conhecer pensamentos, ideias, sonhos e dar a mesma oportunidade para que o outro também te conheça.
Mas o mais engraçado, é que essas pessoas que não gostam de "dar satisfações" à alguém esquecem, é que , em um relacionamento as coisas precisam ser naturais e prazerosas. Existe uma enorme diferença entre contar sobre sua vida e pedir permissão para fazer algo como se o outro fosse seu tutor. Falar sobre a sua rotina tem sim, importância, desde que não seja à força ou algo tido como obrigação.
Quando compartilhamos com o outro o nosso dia a dia, estamos abrindo brecha para que ele participe da nossa vida, pois o amor se constrói diariamente, e aos poucos. Quando percebemos que "satisfações" nada mais é a nossa rotina e quando enfim, temos prazer de contar ao outro, estamos também permitindo que além de um relacionamento amoroso, haja uma amizade saudável, indispensável no amor. Contar algo engraçado que tenha ocorrido na fila do mercado pode ser o nível de intimidade que só quem realmente está disposto a amar tem. Compartilhar músicas ouvidas, filmes vistos separados, notícias ou futebol, é natural e saudável, pois melhor que ter alguém pra contar como foi seu dia, é ter um dia pra contar pra alguém.
Confesso que dentre dez itens, esse me chamou mais a atenção pelo fato da maioria das pessoas acharem ruim conversarem sobre sua rotina com a outra.
Um relacionamento bem sucedido é feito de diálogo. Conversar com o outro te dá a oportunidade de conhecer pensamentos, ideias, sonhos e dar a mesma oportunidade para que o outro também te conheça.
Mas o mais engraçado, é que essas pessoas que não gostam de "dar satisfações" à alguém esquecem, é que , em um relacionamento as coisas precisam ser naturais e prazerosas. Existe uma enorme diferença entre contar sobre sua vida e pedir permissão para fazer algo como se o outro fosse seu tutor. Falar sobre a sua rotina tem sim, importância, desde que não seja à força ou algo tido como obrigação.
Quando compartilhamos com o outro o nosso dia a dia, estamos abrindo brecha para que ele participe da nossa vida, pois o amor se constrói diariamente, e aos poucos. Quando percebemos que "satisfações" nada mais é a nossa rotina e quando enfim, temos prazer de contar ao outro, estamos também permitindo que além de um relacionamento amoroso, haja uma amizade saudável, indispensável no amor. Contar algo engraçado que tenha ocorrido na fila do mercado pode ser o nível de intimidade que só quem realmente está disposto a amar tem. Compartilhar músicas ouvidas, filmes vistos separados, notícias ou futebol, é natural e saudável, pois melhor que ter alguém pra contar como foi seu dia, é ter um dia pra contar pra alguém.
Deixe sua tristeza passar; não a atropele com falsos sorrisos, nem dedique menos ou mais tempo a ela que o necessário. Se é luto por perder alguém, sofra, chore, se dê esse direito de entristecer, mas saiba que por mais incrível que pareça, você está vivo e precisa viver.
Deixe o seu amor não correspondido para trás. Ame, escreva poemas em cartas, viaje até ele se assim for preciso. Demonstre seu sentimento até a última gota, mas quando essa se for, tome um banho, um café, um porre, e acredite, ninguém morre de amor. Vista sua melhor roupa e saia consigo mesma em busca do seu amor próprio.
Deixe suas frustrações no passado. Não é porque você sofreu uma vez ou duas ( ou seja lá quantas vezes ) que todas as pessoas são iguais. Dedique seu tempo livre à você. Ande de bicicleta, dance, escreva, ouça músicas, leia, mas esteja acompanhada de si mesma, e saiba, você deve ser sua melhor companhia.
Deixe seu coração livre. Caso encontre alguém que esteja disposto a se relacionar verdadeiramente, se dê essa chance. Tenha uma vida! Não fique esperando o príncipe encantado chegar e te salvar da sua torre de solidão. Construa você mesma a escada que leva até sua felicidade, sem o corrimão do vitimismo pra você se apoiar e dizer que tem dificuldades de andar sozinha. Saiba que é bom andar de mãos dadas, mas entrelaçar a vida com alguém que vale a pena amar é muito mais do que enlaçar dedos por carência.
Deixe o seu amor não correspondido para trás. Ame, escreva poemas em cartas, viaje até ele se assim for preciso. Demonstre seu sentimento até a última gota, mas quando essa se for, tome um banho, um café, um porre, e acredite, ninguém morre de amor. Vista sua melhor roupa e saia consigo mesma em busca do seu amor próprio.
Deixe suas frustrações no passado. Não é porque você sofreu uma vez ou duas ( ou seja lá quantas vezes ) que todas as pessoas são iguais. Dedique seu tempo livre à você. Ande de bicicleta, dance, escreva, ouça músicas, leia, mas esteja acompanhada de si mesma, e saiba, você deve ser sua melhor companhia.
Deixe seu coração livre. Caso encontre alguém que esteja disposto a se relacionar verdadeiramente, se dê essa chance. Tenha uma vida! Não fique esperando o príncipe encantado chegar e te salvar da sua torre de solidão. Construa você mesma a escada que leva até sua felicidade, sem o corrimão do vitimismo pra você se apoiar e dizer que tem dificuldades de andar sozinha. Saiba que é bom andar de mãos dadas, mas entrelaçar a vida com alguém que vale a pena amar é muito mais do que enlaçar dedos por carência.
Se o amor te convida...
Quando o amor me convidou para sentir, mal sabia que amar significaria mudar. Mas não mudar o outro, e sim a mim mesma.
Amar é resistência. É entrar em contradição com suas próprias vontades e decidir no plural quando a vida que eu estava acostumada era singular. Amar é quando eu me torno nós ao decidir sobre uma possível viagem, não por dependência, mas por gostar da companhia de quem amo.
Quando pensamos em amor romântico temos a tendência de achar que será tudo perfeito, como num conto de fadas, mas a realidade é bem diferente do que nos apresentaram na infância. Amor não é estabilidade. Se fosse, cairia na estagnação, na má rotina de fazer sempre as mesmas coisas porque no fundo, não precisa mesmo surpreender porque temos a garantia, e amor não é eletrodoméstico para ter prazo de validade, ainda que vitalício.
Quem ama, sabe que a vida é movimento, mesmo quando estamos em repouso em relação à alguma coisa. Sabemos que o desejo, por exemplo, pode ser mais interessante se vez ou outra, houver uma surpresa ou algo diferente. Uma lingerie, um perfume, um local...Quando o casal deixa de se preocupar em fazer coisas diferentes, é porque tem essa falsa impressão de que o outro não precisa mais ser surpreendido, porque já houve a conquista. E é aí que mora o perigo. O amor é feito uma rosa delicada. Plantamos em solo fértil, adubamos, regamos, mas se em seu auge de plenitude não houver mais cuidado, adubo e água, ele simplesmente morre, aos poucos. Por isso não só o desejo deve ser cuidado dia após dia. Mas simples detalhes, quase imperceptíveis, devem ser levados em consideração para que o amor sobreviva em nós.
Se amar, como disse no início, significa também mudar, e mudar a mim mesma, parte de mim querer fazer dar certo e consequentemente do outro também.
Se você pode cozinhar pra sua esposa/namorada/ficante algo que ela esteja com vontade de comer e sabe que vai deixá -la feliz, experimente fazer também uma sobremesa diferente não só para impressionar ou se auto afirmar, mas por quebrar a rotina de uma terça feira sem graça.
Se você toca ou canta. experimente ouvir com atenção aquela música que ele/ ela vive cantarolando achando que você nem percebe, e toque ou cante olhando nos olhos. Ainda que desafinado, fora do ritmo, a percepção dela/dele será na sua intenção que você teve de se doar, de prestar atenção num detalhe sutil e surpreender com bom humor.
No amor, o detalhe é que faz a diferença. Há quem goste de um texto clichê acompanhado de uma foto editada no PhotoScape com direito a um -se sentindo apaixonada; eu sou mais presença , amizade, companheirismo, cumplicidade, fotos de domingo que não são postadas mas guardadas no nosso mundo secreto onde só nós sabemos a senha, e não...não é Instagram ou Facebook, é amor vivido numa realidade plena, longe das curtidas virtuais, perto do apoio perceptível no olhar.
Amar é resistência. É entrar em contradição com suas próprias vontades e decidir no plural quando a vida que eu estava acostumada era singular. Amar é quando eu me torno nós ao decidir sobre uma possível viagem, não por dependência, mas por gostar da companhia de quem amo.
Quando pensamos em amor romântico temos a tendência de achar que será tudo perfeito, como num conto de fadas, mas a realidade é bem diferente do que nos apresentaram na infância. Amor não é estabilidade. Se fosse, cairia na estagnação, na má rotina de fazer sempre as mesmas coisas porque no fundo, não precisa mesmo surpreender porque temos a garantia, e amor não é eletrodoméstico para ter prazo de validade, ainda que vitalício.
Quem ama, sabe que a vida é movimento, mesmo quando estamos em repouso em relação à alguma coisa. Sabemos que o desejo, por exemplo, pode ser mais interessante se vez ou outra, houver uma surpresa ou algo diferente. Uma lingerie, um perfume, um local...Quando o casal deixa de se preocupar em fazer coisas diferentes, é porque tem essa falsa impressão de que o outro não precisa mais ser surpreendido, porque já houve a conquista. E é aí que mora o perigo. O amor é feito uma rosa delicada. Plantamos em solo fértil, adubamos, regamos, mas se em seu auge de plenitude não houver mais cuidado, adubo e água, ele simplesmente morre, aos poucos. Por isso não só o desejo deve ser cuidado dia após dia. Mas simples detalhes, quase imperceptíveis, devem ser levados em consideração para que o amor sobreviva em nós.
Se amar, como disse no início, significa também mudar, e mudar a mim mesma, parte de mim querer fazer dar certo e consequentemente do outro também.
Se você pode cozinhar pra sua esposa/namorada/ficante algo que ela esteja com vontade de comer e sabe que vai deixá -la feliz, experimente fazer também uma sobremesa diferente não só para impressionar ou se auto afirmar, mas por quebrar a rotina de uma terça feira sem graça.
Se você toca ou canta. experimente ouvir com atenção aquela música que ele/ ela vive cantarolando achando que você nem percebe, e toque ou cante olhando nos olhos. Ainda que desafinado, fora do ritmo, a percepção dela/dele será na sua intenção que você teve de se doar, de prestar atenção num detalhe sutil e surpreender com bom humor.
No amor, o detalhe é que faz a diferença. Há quem goste de um texto clichê acompanhado de uma foto editada no PhotoScape com direito a um -se sentindo apaixonada; eu sou mais presença , amizade, companheirismo, cumplicidade, fotos de domingo que não são postadas mas guardadas no nosso mundo secreto onde só nós sabemos a senha, e não...não é Instagram ou Facebook, é amor vivido numa realidade plena, longe das curtidas virtuais, perto do apoio perceptível no olhar.
Já era madrugada quando resolvi desligar a TV. As imagens me serviam de luz e o som um inútil disfarce para a solidão. O quarto ficou escuro, sem vida. Eu respirava, mas a sensação de perda era bem maior que a minha vontade de inspirar.
Senti um vento forte entrar por uma fresta na janela, fui até a beirada da cama para tentar, sem sucesso, fechar o vidro, a alma e meus olhos para o mundo. Levantei por obrigação e chegando até a janela percebi que lá embaixo, na rua, havia um casal se despedindo. Observei os abraços e beijos que demorados que trocavam. Pude até sentir, por um instante, os suspiros de amor que estavam no ar.
Lembrei dos teus olhos, no pôr-do-sol, marejados de tristeza. Recordei também que na nossa despedida não houve beijos ou abraços, ou sequer alguma demonstração de afeto, não era um 'até amanhã', foi um 'adeus'.
Senti um vento forte entrar por uma fresta na janela, fui até a beirada da cama para tentar, sem sucesso, fechar o vidro, a alma e meus olhos para o mundo. Levantei por obrigação e chegando até a janela percebi que lá embaixo, na rua, havia um casal se despedindo. Observei os abraços e beijos que demorados que trocavam. Pude até sentir, por um instante, os suspiros de amor que estavam no ar.
Lembrei dos teus olhos, no pôr-do-sol, marejados de tristeza. Recordei também que na nossa despedida não houve beijos ou abraços, ou sequer alguma demonstração de afeto, não era um 'até amanhã', foi um 'adeus'.
Ciúmes
Sentir ciúmes de alguém é irracional. Não no sentido de cuidado, mas no sentido de posse. Quando deixamos o ciúmes falar mais alto, dizemos ao nosso ego que o outro nos pertence. E é aí que mora o perigo.
Ninguém deveria conjugar o verbo "pertencer" num relacionamento. Podemos dizer que uma roupa nos pertence. Um quarto, um anel.
Mas não uma pessoa.
Erramos porque construímos uma redoma em torno de quem amamos. O ser amado, passa a não ter mais vida própria, vontades, desejos, sonhos. Ledo engano! Somos seres coletivos e como tais precisamos nos conectar uns aos outros para conviver.
Quem sente ciúmes sofre por ter que reconstruir essa redoma de ilusão toda vez que o outro o decepciona, porque querendo ou não, todos somos suscetíveis ao erro.
Quando entendemos, por fim, que tanto um quanto o outro precisa e merece ser tratado como gente e não como objeto, vemos que o amor só é bom quando sentimos a liberdade de mãos dadas conosco.
Ninguém deveria conjugar o verbo "pertencer" num relacionamento. Podemos dizer que uma roupa nos pertence. Um quarto, um anel.
Mas não uma pessoa.
Erramos porque construímos uma redoma em torno de quem amamos. O ser amado, passa a não ter mais vida própria, vontades, desejos, sonhos. Ledo engano! Somos seres coletivos e como tais precisamos nos conectar uns aos outros para conviver.
Quem sente ciúmes sofre por ter que reconstruir essa redoma de ilusão toda vez que o outro o decepciona, porque querendo ou não, todos somos suscetíveis ao erro.
Quando entendemos, por fim, que tanto um quanto o outro precisa e merece ser tratado como gente e não como objeto, vemos que o amor só é bom quando sentimos a liberdade de mãos dadas conosco.
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