Você não precisaria buscar a lua ou as estrelas e me trazer sorrindo, era só me fazer sorrir dizendo que não poderíamos apontar o céu senão não teríamos sorte na vida, ou qualquer outra superstição em que você acreditasse.
Não precisaria ler o horóscopo do meu signo diariamente para saber como seria meu dia, poderia apenas me ligar que mesmo com tantas dificuldades, só por ter ouvido a sua voz já seria o suficiente pra torná-lo bom.
Você não teria que me levar a restaurantes caros, eu me satisfaria comendo um sanduíche feito por nós dois num sábado chuvoso.
Não precisaria me dedicar uma serenata de amor com direito a rosas vermelhas e canções que marcaram nossas vidas, eu ficaria feliz ouvindo essas canções com você pelo celular enquanto nos beijamos no sofá.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015
O ruivo
O moço da barba ruiva
tinha os olhos que transmitiam luz
boca que parecia cereja
madura, pronta para colher.
Naquele dia o céu estava cinza
e uma chuva fria caía sem pressa
e eu naquela fila só pensava
no sabor que tinha aqueles lábios.
Quando sorriu o sol saiu dentre as nuvens
e veio aquecer num suspiro
o pensamento que me ocorreu tão breve
'Jamais vou rever aqueles olhos'
E desde então o procuro nos meus sonhos
que é de onde ele jamais saiu.
tinha os olhos que transmitiam luz
boca que parecia cereja
madura, pronta para colher.
Naquele dia o céu estava cinza
e uma chuva fria caía sem pressa
e eu naquela fila só pensava
no sabor que tinha aqueles lábios.
Quando sorriu o sol saiu dentre as nuvens
e veio aquecer num suspiro
o pensamento que me ocorreu tão breve
'Jamais vou rever aqueles olhos'
E desde então o procuro nos meus sonhos
que é de onde ele jamais saiu.
Fragmentos 1
Aquela noite era fria e nós, sentados num banco qualquer de uma praça, admirávamos a lua que fazia questão de se exibir para nós. Imponente no céu, clareava o universo que até então era nosso. Via a tua face e teu sorriso me convencia de que a eternidade cabia em nossos corpos, quando eram um.
Hoje, observo no céu a mesma lua e perco o rumo de onde fica a sua constelação preferida, porque você se foi e levou contigo, metade da eternidade que planejei para mim.
Hoje, observo no céu a mesma lua e perco o rumo de onde fica a sua constelação preferida, porque você se foi e levou contigo, metade da eternidade que planejei para mim.
As cartas que nunca entreguei I
Não sei se posso ainda te chamar de meu amor, pois tenho dúvidas se você foi mesmo meu, um dia. Mas posso escrever algumas palavras (não muitas por causa dos meus dias corridos) que discretamente me remetem a você, já que hoje é seu aniversário.
Senti saudade quando tudo acabou. Por dias, meses, sentia que metade de mim ficou com você quando vim embora. Sentia que minhas lágrimas já não eram suficientes para jogar para fora toda a tristeza que estava dentro de mim. Meus olhos, mergulhados numa profunda melancolia não eram mais capazes de enxergar a vida com o mesmo colorido que eu via antes de ter amado você.
Eu podia jurar que ficaríamos juntos até a morte. Que nos amaríamos a cada nascer do sol e nos esperaríamos anciosos até o fim do trabalho para contar como foi o dia sob nossas perspectivas. Eu amava tudo em você. Seus olhos pequenos, sua boca desenhada. Amava, inclusive, seus defeitos. E até aquela sua mania de deixar a TV ligada enquanto tomava banho.
Você ainda lembra da minha cor favorita? Você ainda lembra da minha canção preferida?
Te contei as cores, as flores e todas as minhas dores embutidas em notas musicais que você conseguia amenizar quando tocava seu violão e cantava pra mim.
Você me presenteou com uma orquídea lilás, e com a sua ausência. Na despedida, pedi que cuidasse dela por mim, e você disse:
- Só até você voltar.
Me deu o último beijo, e desde então nunca mais nos vimos.
A flor murchou e morreu, assim como o nosso amor, mas a lembrança da lua clareando seus olhos, ainda não morreu.
Senti saudade quando tudo acabou. Por dias, meses, sentia que metade de mim ficou com você quando vim embora. Sentia que minhas lágrimas já não eram suficientes para jogar para fora toda a tristeza que estava dentro de mim. Meus olhos, mergulhados numa profunda melancolia não eram mais capazes de enxergar a vida com o mesmo colorido que eu via antes de ter amado você.
Eu podia jurar que ficaríamos juntos até a morte. Que nos amaríamos a cada nascer do sol e nos esperaríamos anciosos até o fim do trabalho para contar como foi o dia sob nossas perspectivas. Eu amava tudo em você. Seus olhos pequenos, sua boca desenhada. Amava, inclusive, seus defeitos. E até aquela sua mania de deixar a TV ligada enquanto tomava banho.
Você ainda lembra da minha cor favorita? Você ainda lembra da minha canção preferida?
Te contei as cores, as flores e todas as minhas dores embutidas em notas musicais que você conseguia amenizar quando tocava seu violão e cantava pra mim.
Você me presenteou com uma orquídea lilás, e com a sua ausência. Na despedida, pedi que cuidasse dela por mim, e você disse:
- Só até você voltar.
Me deu o último beijo, e desde então nunca mais nos vimos.
A flor murchou e morreu, assim como o nosso amor, mas a lembrança da lua clareando seus olhos, ainda não morreu.
Sobre amores de domingo que se vão na segunda feira.
Domingo é dia calmo. Dia de almoçar tarde e pecar de preguiça depois na rede. É dia de sorvete com brigadeiro, de macarrão com molho e de programas de tv que exibe sensacionalismo pra obter audiência enquanto as pessoas nem prestam atenção no que se é dito.
Domingo é aquela preguiça seguida de um sono breve porém intenso, desses que a gente acorda e não sabe se já é outro dia.
Domingo é a certeza de que todo fim tem um lado bom, por mais sacrificante que venha a ser a segunda feira. Enquanto tentamos aproveitar cada minuto dos nossos domingos, pedimos a Deus para que a segunda, enfim, termine logo.
E sabe porque muitas vezes pedimos isso?
Porque segunda feira representa realidade.
Começo de luta, de rotina. E claro, que muitos amores que passam pela nossa vida não resistem à tanto.
Porém se o casal quer ter uma vida em comum, precisa, além de uma rede pra deitar aos domingos despreocupados com horário, saber que pela manhã, na segunda feira, existe uma longa estrada que espera por eles, e essa estrada muitas vezes é cheia de obstáculos, de buracos, curvas acentuadas e retas cansativas. O que precisa, é, acima de tudo, haver certa cumplicidade com o que se tem. Amor vem com o tempo. Vem com construção de pontes sobre orgulho. Sem atalhos de infidelidade. Sem indiferença nas retas. Amor vem com freios nas curvas que são perigosas. Amor vem com tempo que se gasta compreendendo o outro, sem deixar de pensar em si, porque não é preciso cobrar compreensão do outro.
Amor é escolha pra semana inteira. De domingos de paz à segunda de guerra, de sábados de festa à terça de rotina.
Domingo é aquela preguiça seguida de um sono breve porém intenso, desses que a gente acorda e não sabe se já é outro dia.
Domingo é a certeza de que todo fim tem um lado bom, por mais sacrificante que venha a ser a segunda feira. Enquanto tentamos aproveitar cada minuto dos nossos domingos, pedimos a Deus para que a segunda, enfim, termine logo.
E sabe porque muitas vezes pedimos isso?
Porque segunda feira representa realidade.
Começo de luta, de rotina. E claro, que muitos amores que passam pela nossa vida não resistem à tanto.
Porém se o casal quer ter uma vida em comum, precisa, além de uma rede pra deitar aos domingos despreocupados com horário, saber que pela manhã, na segunda feira, existe uma longa estrada que espera por eles, e essa estrada muitas vezes é cheia de obstáculos, de buracos, curvas acentuadas e retas cansativas. O que precisa, é, acima de tudo, haver certa cumplicidade com o que se tem. Amor vem com o tempo. Vem com construção de pontes sobre orgulho. Sem atalhos de infidelidade. Sem indiferença nas retas. Amor vem com freios nas curvas que são perigosas. Amor vem com tempo que se gasta compreendendo o outro, sem deixar de pensar em si, porque não é preciso cobrar compreensão do outro.
Amor é escolha pra semana inteira. De domingos de paz à segunda de guerra, de sábados de festa à terça de rotina.
Poema da sua falta
Dos amores que vivi
Tu fostes o mais breve
O mais insano e de repente
O mais triste também.
Te amei por completo
E intensa que fui
Abracei tua alma
E perdi a minha na escuridão
Da nossa despedida.
Tu fostes o mais breve
O mais insano e de repente
O mais triste também.
Te amei por completo
E intensa que fui
Abracei tua alma
E perdi a minha na escuridão
Da nossa despedida.
Sobre amores que arrematam os nós
Liberdade é uma palavra ampla. Linda, por sinal. Mas tentar dar sinônimos pode ser um pouco complexo, já que definindo, damos limites. E talvez esse seja um erro bastante corriqueiro e um tanto quanto imperceptível também.
Quando nos apaixonamos, somos ensinados desde a infância de chamar o outro de "meu" .
Meu amor, meu anjo, meu namorado, meu.
Mas será que sabemos mesmo o limite que o outro precisa?
Relacionamentos sufocados por ciúme desenfreado morrem antes que os sonhos despertem em madrugadas.
Faz com que beijos e abraços se tornem obrigação, e não mais prazer, como era no início da paixão.
Amores que dão certo são os que desatam os nós e deixa a liberdade por si só ser definida através do sentimento, e não os que arrematam com angústia e palpitação as amarras doentias que alguns chamam de amor.
Quando nos apaixonamos, somos ensinados desde a infância de chamar o outro de "meu" .
Meu amor, meu anjo, meu namorado, meu.
Mas será que sabemos mesmo o limite que o outro precisa?
Relacionamentos sufocados por ciúme desenfreado morrem antes que os sonhos despertem em madrugadas.
Faz com que beijos e abraços se tornem obrigação, e não mais prazer, como era no início da paixão.
Amores que dão certo são os que desatam os nós e deixa a liberdade por si só ser definida através do sentimento, e não os que arrematam com angústia e palpitação as amarras doentias que alguns chamam de amor.
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